Bem estar - Por uma vida melhor!

Resiliência, a competência essencial na sua vida

Por Silvia Almeida

Olá amigos leitores,

Vocês já ouviram falar no conceito de "resiliência"?

O termo tem sua origem na Física, e se refere a capacidade que um material tem de retornar ao seu estado original após passar por pressões, sem que haja rupturas ou deformações. A Psicologia então, se apropriou deste conceito, e passou a utilizá-lo para caracterizar a atitude de adaptação às mudanças, superação de problemas e dificuldades ou a capacidade de resistir a pressão de situações adversas, sem que isso cause impacto psicológico, emocional ou físico.

E você, se considera uma pessoa resiliente ?

Grandes mudanças acontecem inesperadamente em nossas vidas e o desfecho positivo delas está inerente a como você se adapta à nova realidade. Em muitos momentos da nossa vida, quando surgem obstáculos em nosso caminho, algumas pessoas parecem baixar os braços e aceitar a derrota, do que mobilizar recursos para continuar a lutar. Ter uma atitude resiliente é essencial para enfrentar esses momentos adversos e obter sucesso.

Será que a resiliência que pode ser desenvolvida ou já nascemos com ela?

Ser resiliente acaba por ser o resultado de todo um conjunto de experiências que vamos adquirindo ao longo da nossa vida. E todos nós podemos desenvolver a nossa resiliência, basta querer e trabalharmos para isso.

Temos conhecimento de várias pessoas de sucesso que souberam extrair de suas maiores dificuldades, a principal motivação para virar o jogo e serem mestres de suas vidas. As dificuldades estão aí para serem superadas e para servirem de aprendizado a cada um de nós.

Atitudes que podem desenvolver e fortalecer a sua resiliência.

- Cultivar o otimismo: Embora a vida possa ser muito desafiadora, um passo importante para se tornar mais resiliente é ser positivo e lembrar que você é forte e pode tornar-se mais forte à medida que lida com os desafios da vida.

- Mantenha o bom humor: Aqueles com um senso de humor sobre a vida tendem a experimenta-la com menos estresse. São capazes de se relacionar com os outros durante momentos difíceis e experimentam os inúmeros benefícios do riso.

- Não desista: Embora muitas pessoas conheçam estratégias que possam ajudar com o estresse, os indivíduos mais bem sucedidos são aqueles que mantém o esforço a longo prazo. Não desista de sua situação e não pare de trabalhar para superá-lo.

- Fortaleça conexão com outras pessoas: Muitas das forças que carregamos dentro de nós, vem dos laços que possuímos com familiares amigos e pessoas a quem confiamos e estarão a nosso lado.

- Seja flexível: Essa condição é essencial para desenvolver a resiliência. Para lidarmos com mudanças é imprescindível adotar uma postura mais flexível.

- Cuide de si mesmo: Sentir-se bem consigo mesmo, tanto mentalmente quanto fisicamente, é muito importante para que assim, você consiga vencer os obstáculos sem se abalar.

- Realize trabalhos voluntários: Começar a fazer isso, e saber que sua ação é capaz de transformar a realidade de outro ser humano, traz uma força que você não imaginava, e é um passo a mais em direção a resiliência.

- Busque conhecer a si mesmo: Se quiser se tornar resiliente, é importante que você se conheça. Comece a olhar para dentro de si, identifique seus pontos fortes e aqueles que precisa melhorar, reconheça e reflita sobre as posturas, emoções e sentimentos que carrega. Assim conseguirá tomar atitudes e decisões necessárias para a mudança que quer alcançar.

Quando você se torna resiliente, deixa de olhar para situações difíceis de modo negativo e passa a vê-las como oportunidades para crescer, reinventar-se e evoluir. A resiliência está diretamente ligada a força, determinação, resistência, superação, equilíbrio e construção de si mesmo!

Que você tenha muita resiliência para buscar as mudanças que você tanto almeja.

Um beijo e até a próxima!


Amor-próprio não é egoísmo, priorize-se!!!

Por Silvia Almeida

Olá amigos leitores,

Todos os dias, quando levantamos da cama, lidamos com uma série de coisas a fazer. Elas vão desde as tarefas mais simples, como arrumar a cama, como as mais complexas, como lidar com as obrigações sociais e a vida profissional. Alguns dias podem ser mais tranquilos, enquanto outros não. Nesse vai e vem de nossas rotinas, não é raro nos encontrarmos sobrecarregados, exaustos e estressados.

O fato é que isso acontece, quando nós não desempenhados adequadamente os papéis que deveríamos assumir com excelência. É o que chamamos de estarmos em " segundo plano".

Agora te faço uma pergunta: Qual é o papel que você vem desempenhando em sua própria vida? O de Protagonista ou o de Coadjuvante? Você se cuida/ama como deveria?

Estamos acostumados, a lidar bem com os sentimentos e necessidades dos outros, mas o mesmo não acontece quando se trata de nós. Falta AMOR-PRÓPRIO!!!

Saiba porque o amor-próprio é importante...

O amor-próprio, nada mais é, do que como nos sentimos conosco, nos aceitando como realmente somos, seja pelo nosso lado ruim, nossos defeitos, falhas, sombras, fragilidades, limitações. Isto não quer dizer que vamos nos acomodar e não procurar melhorarmos, mas sem neuras, sem complexos, nem angústias. 

As pessoas costumam confundir egoísmo com amor-próprio. No egoísmo a pessoa tem um apego à autoimagem, um apreço exagerado à própria personalidade e excessiva autoconsideração. O egoísmo leva a pessoa a querer chamar a atenção dos outros para si e para tudo o que faz, se colocando como superior aos demais.

Já o amor-próprio é diferente do egoísmo, pois não necessita da autoafirmação e da admiração alheia. O amor-próprio permite que estando bem conosco, nós consigamos estabelecer uma excelente relação com os demais, oferecendo o máximo do que temos de bom. 

Consequências de uma baixa autoestima

Uma vida sem amor-próprio tem consequências. A falta dele faz com que estejamos abertos a sentimentos indesejados, como a insegurança. Tudo piora ainda mais quando essa insegurança evolui para o medo, levando nossa autoestima para baixo, nos deixando frágeis emocionalmente. É dessa forma que nossos sonhos e objetivos acabam sendo prejudicados.

No âmbito profissional, quando inseguros e com a autoestima rebaixada, passamos a questionar nossa capacidade intelectual. Nos questionamos se temos capacidade para assumir um novo desafio, se somos capazes de assumir um negócio próprio. As dúvidas surgem e nos consideramos inseguros para encarar o novo, optando por ficar na nossa "zona de conforto". Uma pessoa que se sente insegura diante de seu Chefe, corre o risco de não ser valorizada no âmbito profissional. O mesmo vale para as relações pessoais/afetivas.

Perceba e reflita como o medo e a insegurança são traiçoeiros, e conseguem minar as nossas vidas. Supere-os com muito amor-próprio!!!

Relação entre ansiedade e baixa autoestima

A principal diferença entre o medo e a ansiedade é que o primeiro surge em situações de risco imediato, já o segundo está voltado para o que não aconteceu. O sentimento dispara um estado de alerta, que pode ou não afetar a vida do indivíduo. É por isso que uma pessoa ansiosa vive em sobressalto, esperando que algo aconteça. A preocupação excessiva com um futuro que ainda não aconteceu é uma demonstração de insegurança.

Atitudes que podem aumentar nosso amor-próprio

- Exercitar o autoconhecimento: isso ajuda a pessoa a se amar mais. Reconhecer suas falhas é importante, mas conhecer as próprias qualidades também é essencial. Escrever o que sente é um hábito simples e ajuda a promover o autoconhecimento. A psicoterapia também ajuda muito nas questões de baixa autoestima, ansiedade, medo e inseguranças e a promover o autoconhecimento e o amor-próprio.

- Evitar a autocrítica: a autocrítica é comum em pessoas com autoestima baixa. Portanto, a autocrítica exagerada atrapalha e deve ser evitada.

- Aprender a lidar com frustrações: também é importante para se amar mais. Nem tudo podemos ter/ conseguir e devemos aprender a aceitar e saber lidar com os "naos" que a vida nos dá . Essa aceitação nos fortalece internamente

- Ouvir mais suas próprias vontades: dedicar-se à atividades que lhe dão prazer e satisfação e que há tempos deixou de fazer, fazer mais o que você gosta, ter um hobbie. Isso ajuda a desenvolver o autocuidado.

- Estabelecer metas: ajuda aquele que não se valoriza a traçar prazos e objetivos. A dica é não ser imediatista e entender que disciplina e foco são aliados do sucesso.

- Saber dizer não quando necessário: existem momentos que, por amor-próprio, precisamos dizer não às situações que nos agridem e nos fazem mal.

- Desenvolver nossa força interna: quando reconhecemos nosso poder e fortalecemos nossa vontade, deixamos de ser influenciados pelos desejos e imposições dos outros. Seja autoconfiante.

- Pare de se comparar com os outros: em vez de se martirizar pelo que o outro tem ou deixa de ter, foque em sua vida. Abandone o negativismo e dê espaço para a gratidão.

- Aprenda a se desapegar do passado e viva o presente: as experiências do passado são muito importantes, pois elas ajudaram a construir quem somos hoje. Mas faz-se necessário o desapego, pois não podemos viver em torno dessas experiências. Desapegue do passado, pois ele pode pesar em sua mente.

Viva e aproveite o presente, de preferência com muito amor-próprio!!!

Um beijo e até a próxima!!!


Será que essa dor tem a ver com o que estou sentindo?

Como as emoções podem afetar nossa saúde e bem estar!

Por Silvia Almeida

Olá, amigos leitores

Qual emoção você está sentindo exatamente agora? 

Feliz, triste, com sono, estressado, cansado, com raiva? E como está seu corpo? 

Sente algo diferente em seus braços, pernas, cabeça, estômago ou tronco? Você pode estar achando estranho eu fazer essas perguntas, mas a verdade é que suas emoções refletem em seu corpo.

Segundo o Neurocientista Antônio Damásio, as emoções podem ser primárias (como as citadas no início deste texto) e secundárias, sendo as últimas, resultantes da aprendizagem e associadas a respostas passadas avaliadas como boas ou ruins. Diferentemente do sentimento, que é orientado para o interior, a emoção é relacionada ao exterior, ou seja, projetada para fora.

Emoções Positivas X Emoções Negativas

As emoções desempenham um papel crucial nos relacionamentos interpessoais. As emoções positivas como o amor, alegria, satisfação, respeito, bondade, paz, gratidão, tendem a estimular, aproximar e favorecer o vínculo interpessoal. Já as emoções negativas como raiva, culpa, tristeza, rejeição, medo, frustrações, tendem a prejudicar os relacionamentos e tornam-se tóxicas, funcionando como venenos emocionais que contaminam nosso organismo. O que faz algo ser prejudicial é a desproporção e nosso corpo é um instrumento perfeito para comunicar sofrimento e desconforto psicólogo. Por isso é importante sempre buscarmos o equilíbrio.

O impacto das emoções negativas no nosso corpo pode refletir-se em quadros de doenças como estresse, ansiedade, dores de cabeça, cansaço extremo, vômitos, diarréia, alterações do sono, ou em situações mais graves como depressão, colesterol elevado, alterações glandulares, ataques cardíacos, úlceras e gastrites, osteoporose, AVC, diabetes mellitus, hipertensão arterial e patologias oncológicas.

Quando as nossas emoções são positivas, deixamos de ter necessidade de ativar estados de vigília e alerta desgastantes e sentimos uma melhora geral no nosso bem-estar.

Pessoas Felizes Adoecem Menos

É uma evidência já apontada pela Neurociência que as pessoas felizes, ou pelo menos, emocionalmente equilibradas, não só adoecem menos como quando doentes tem uma recuperação mais rápida e menos recaídas.

É a forma como encaramos o que está acontecendo conosco, o modo como dialogamos com o nosso corpo doente e a qualidade de nossos pensamentos que poderão interferir na nossa esperança de vida. Mesmo em situações mais graves é importante que toda essa energia se coloque do lado da cura ao invés de nos focarmos no lado da doença.

Como Equilibrar as Emoções

- Expresse suas emoções: muitas pessoas possuem dificuldades para expressar suas emoções e optam por silenciá-las. Uma decisão que causa inúmeros males físicos e emocionais. Não fique remoendo sentimentos mal resolvidos que sabotam sua paz interior e fazem você desenvolver pensamentos negativos que alimentam emoções e doenças. Segundo Sigmund Freud, "as emoções não expressas nunca morrem... Elas são enterradas vivas e saem das piores formas possíveis". Por isso, falar sobre o que sente é essencial se você não quiser adoecer, procure ajuda de profissionais e pessoas de confiança para dividir seus dilemas (a psicoterapia pode ajudar muito) .

- Tome as rédeas de sua vida: esse é um gesto de amor- próprio. Assumir a responsabilidade de sua vida é uma forma de autocuidado e é uma forma de oferecer seu melhor para os que te cercam.

- Foque nas soluções e não em problemas: em nome do seu bem-estar físico e emocional o que você precisa fazer para resolver as suas dificuldades e desafios é focar em encontrar soluções certas para cada um dos seus problemas.

-Tenha amor-próprio: o amor-próprio não é um ato de egoísmo, mas sim de necessidade. Cuidar de você e se priorizar é essencial para sua qualidade de vida e bem-estar.

- Exercite o perdão: ninguém está livre de cometer erros. Exercitar o perdão te liberta de ressentimentos e mágoas que não te deixam seguir e ter paz. Perdoar a si mesmo é importante para ter equilíbrio físico e emocional, além disso, quem não consegue perdoar a si mesmo, também não consegue perdoar verdadeiramente as pessoas que o rodeiam. Pense nisso.

- Seja você mesmo: não crie um personagem para agradar os outros, não tenha medo de ser autêntico e demonstrar sua personalidade.

- Manter o bom-humor: experimente encarar a vida com mais otimismo e leveza e sorria mais.

Um beijo e até a próxima!


Vamos falar de Saúde Mental, como anda a sua?

Por Silvia Almeida

Olá, amigos leitores,

Neste mês, foi comemorado a data mundial da Saúde Mental, e aproveitamos para refletir sobre o tema. Muitas pessoas não tem um conhecimento do que seja saúde mental, ou ainda não compreendem que sem saúde mental não existe saúde!

Trata-se, inclusive, de preconceito relacionar a saúde mental apenas a questão de doenças mentais, implica muito mais que isso. Um dado alarmante, segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde listou o Brasil como o país que possui pessoas mais ansiosas e depressivas no mundo. Estima-se que em cada 100 pessoas, 30 sofram ou venham a sofrer, num ou outro momento da vida, de problemas de saúde mental e que cerca de 12 tenham uma doença mental grave.

Essa informação acende um alerta, pois com a correria e exigências do dia a dia, as pessoas acabam não dando atenção devida a sua saúde mental, muitas vezes cuidando e colocando os outros como prioridade.

E você, como tem cuidado de você e de sua saúde mental e bem-estar?

Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando tem dificuldades em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.

Entendem que a promoção da saúde mental deve estar presente desde o início da vida, referindo-se a adaptação e a satisfação com que se cresce e a capacidade de resolver as adversidades, que não é estática, podendo haver desequilíbrios ao longo da vida e todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida.

Por exemplo, oscilar com a entrada na escola, na adolescência, na menopausa e no envelhecimento ou no enfrentamento de dificuldades tais como a perda de um familiar próximo, o divórcio, o desemprego, a reforma, a pobreza, podem ser a causa de perturbações de saúde mental. Ou ainda, questões biológicas, fatores genéticos, infecciosos ou traumáticos podem também estar na origem de doenças mentais graves.

Portanto, a Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, pensamentos, capacidades, ambições, idéias e emoções. Ela é a base do bem-estar geral do indivíduo.

Problemas de Saúde Mental mais frequentes

- Ansiedade, mal - estar psicológico ou stress continuado, depressão, dependência de álcool e outras drogas, perturbações psicóticas, como a esquizofrenia, demências e atraso mental.

Tratando ainda sobre o preconceito e a discriminação dessas doenças, as pessoas afetadas por problemas de saúde mental são, muitas vezes, incompreendidas, estigmatizadas, excluídas ou marginalizadas, devido a falsos conceitos, e aqui importa esclarecer e desmistificar frases como:

• "As doenças mentais são frutos da imaginação", "as doenças mentais não tem cura", "as pessoas com problemas mentais são pouco inteligentes, preguiçosas e imprevisíveis".

Todos nós podemos ajudar não estigmatizando, apoiando e integrando. O tratamento deverá ser sempre procurado, uma vez que quanto mais precoce o tratamento precoce mais eficaz é a recuperação. Mesmo nas doenças mais graves é possível controlar ou reduzir os sintomas.

Para manter uma boa Saúde Mental:

- Não se isole,

- Reforce os laços familiares e de amizade e reserve tempo em sua vida para o lazer,

- Diversifique seus interesses,

- Mantenha-se intelectual ou fisicamente ativo,

- Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações,

- Evite consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica,

- Não use drogas,

- Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas regularmente,

- Consumir conteúdos de qualidade como boas leituras, bons filmes e séries,

- Evitar noticiários sensacionalistas e conversas com pessoas negativas e priorizar conversas sobre assuntos agradáveis e positivos,

- Evitar preocupar-se com o futuro,

- Evitar pensar demais no passado,

- Evitar assumir responsabilidades alheias,

- Evite cobrar-se excessivamente,

- Não tente agradar sempre as pessoas.

É mais que urgente cuidarmos da mente

A Saúde Mental foi neglicenciada por muito tempo e esse tema precisa ser abordado com urgência, já que é uma questão que diz respeito a todos nós. Não adianta tudo o que temos se não tivermos saúde mental. Prova disso são os altos índices de transtornos depressivos, transtornos de ansiedade, síndromes do pânico, stress e transtornos graves.

Só existe uma maneira de adquirir o controle da mente: certificar-se de que você é o único responsável pelos resultados que tem colhido em sua vida, sejam eles bons ou ruins. É de fundamental importância também estar atento e aprender a filtrar tudo o que você permite que entre pra dentro de você, filtrar o que vai agregar do que é absolutamente desnecessário, seja lendo notícias , assistindo tv, participando de conversas inúteis, reagindo a provocações de outras pessoas e situações. Focar em você, na sua vida e nos resultados que quer ter a partir de agora é a chave para ter uma saúde mental mais equilibrada.

Já ouviu falar na expressão "mente sã corpo são?

"Não adianta nada, você cuidar do corpo, do seu físico, cuidar da alimentação, se você não dá a devida atenção e não consegue lidar de forma adequada com suas emoções e as situações que são apresentadas.

O que percebo são pessoas que têm um cuidado excessivo com o corpo, exagerando nas dietas e atividades físicas e fragilizadas emocionalmente. O contrário também acontece, ou seja, uma busca incessante por diplomas e desenvolvimento cognitivo, mas um relapso na saúde física. Às vezes, também podem acontecer uma falta de cuidado com os dois: tanto físico, quanto mental.

O equilíbrio ideal está no cuidado com o corpo e com a mente. E uma mente equilibrada reflete em todas as áreas da vida. Saúde Mental não é pra loucos, psicologia não é frescura, coisa de louco, não é luxo ou pra quem é fraco. Pelo contrário, é necessidade, é pra quem tem coragem, de se cuidar, de se conhecer, se assumir, de enfrentar suas escolhas e consequências.

Consulte seu médico, um psicólogo perante sinais ou sintomas de perturbação emocional. Não tenha vergonha, nem medo de procurar ajuda. 

Reflita e cuide-se. Um beijo e até as próximas!


Como a Psicologia pode ajudar a saúde da mulher e a prevenção do Câncer de Mama

Por Silvia Almeida


Olá amigos leitores,

Neste mês, aproveitamos as mobilizações da campanha Outubro Rosa para falar da importância da prevenção ao câncer de mama e abordamos os impactos psicológicos e o papel do Psicólogo no tratamento do Câncer de Mama.

Em minha experiência em consultório, já cheguei a atender algumas mulheres que não faziam seus exames de rotina, como mamografia e exames ginecológicos, há mais de 5 anos. Isso me motivou a escrever o texto de hoje alertando as mulheres para a prevenção e cuidado por sua saúde.

Muitas pessoas, já vivenciaram algum parente, amigo ou conhecido que passaram ou passam por essa enfermidade. O impacto psicológico causado pelo diagnóstico do câncer de mama traz uma significativa repercussão na vida do paciente e também em seus familiares.  

Quando esse momento é vivido com conhecimento e compreensão, e um apoio psíquico, torna-se possível o entendimento dos medos e angústias que podem interferir em uma resposta ao seu tratamento terapêutico.

O tratamento de uma paciente com câncer de mama deve ser conduzido obedecendo algumas peculiaridades como a idade, o momento de vida em que se encontra essa mulher e os seus anseios e planejamentos precisam ser expostos, para que haja uma conduta correta. Outro ponto relevante é o acolhimento e a integração de toda a equipe médica, como o diagnóstico é comunicado e, posteriormente, no efetivo tratamento. Quando isso não acontece, pode ocorrer um desgaste maior da mulher durante todo o processo do tratamento.

O apoio familiar também é traçado como parte importante da terapia. A inserção da família nesse processo favorece a aceitação da doença e a reabilitação, influenciando na melhoria da qualidade de vida da mulher vítima do câncer. 

A paciente pode desenvolver sentimentos como medo, depressão, ansiedade, revolta e um isolamento social. O especialista, ao perceber tais sintomas, deve encaminhá-la ao serviço de Psicologia e Psiquiatria. Muitas vezes, essa paciente se nega a aceitar tal conduta, ela tende a encarar a doença como uma ação destruidora e geralmente é sentida como um castigo, uma punição, uma vez que o câncer está associado ao estigma "de morte". 

Apesar dessa postura, o médico deve mostrar as possibilidades de cura, a sua relação com a estética e como isso pode ser vivido e superado.

A atuação do Psicólogo deve ser vista como uma forma de tratamento e iniciada imediatamente após o diagnóstico e definição da conduta terapêutica oncológica. Essa primeira avaliação deve ser individual, para que exista um maior entendimento do Psicólogo e para que ele consiga absorver todas as angústias e incertezas trazidas pela paciente. Em um segundo momento, o atendimento pode ser estendido aos familiares e pessoas próximas, a fim de estreitar essa rede de apoio, de forma que a paciente se sinta acolhida e aceita nessa fase de sua vida.

A presença da depressão e do estado de dor e angústia é perfeitamente aceitável na descoberta da doença. É patológico se a mulher apresentar outra postura, isso significaria a negação do câncer. Para que esse cenário seja menos dolorido, a equipe de saúde pode também ser participativa nesse cenário psicoterapêutico, o que é positivo e possibilita uma maior tranquilidade e apoio durante o tratamento, assim como de seus familiares.

O tumor do câncer de mama acomete a retirada de parte do corpo da mulher e, que em muitas culturas, desempenha função significativa, a sua estética, fantasias e intimidade ficam comprometidas. Aceitar sua nova condição e adaptar-se à nova imagem do seu corpo, a perda dos cabelos, exige um esforço muito grande para o qual muitas vezes não estão preparadas. O apoio do companheiro é muito importante, embora, seja uma situação de dificuldade, medo e aceitação para ele também. Por isso, o suporte psicológico deve ser oferecido ao casal.

Aceite apoio Psicológico, afinal, você está viva e pode superar!

Após receber a notícia de que se tem um câncer, é normal que algum impacto emocional surja, a ajuda de um psicólogo nesse momento é importante pois tudo o que ocorre em nosso corpo pode afetar nosso estado emocional e tudo o que afeta nossas emoções, pode também afetar nosso corpo.

Vale salientar, que além do peso do diagnóstico, a vivência do tratamento, que muitas vezes é longo, as perdas vividas neste momento e os diversos sintomas podem acarretar muitos sentimentos e pensamentos acerca da incerteza do futuro e da qualidade de vida.

A partir do diagnóstico, o paciente vê sua vida tomando outro rumo, pois a doença pode gerar mudanças importantes na sua rotina diária, familiar, profissional e social. O paciente pode se sentir com baixa autoestima, com perda do controle sobre sua vida, sentir medo do tratamento, da morte, de ser dependente, de ser abandonado, sentir raiva, culpa e até isolar-se.

Com o apoio Psicológico, o profissional, junto com o paciente, buscará manter o bem estar emocional, bem como identificar e compreender os fatores psicológicos que estão influenciando em sua saúde.

O Psicólogo buscará prevenir e reduzir os sintomas emocionais e físicos causados pelo câncer e seu tratamento, auxiliando o paciente na busca de um significado em meio ao processo que ele está vivendo. Ele irá realizar acolhimento e escuta sem julgar ou criticar o paciente. E também poderá auxiliar os familiares do paciente nesse processo, pois a família também pode passar por momentos de grande angústia.

Estudos apontam que os pacientes que tiveram acompanhamento psicológico durante o tratamento do câncer tiveram melhora no seu estado geral de saúde, bem como melhora na qualidade de vida, na tolerância aos efeitos adversos do tratamento como a quimioterapia, a radioterapia e cirurgia, e também melhora na comunicação com os familiares e equipe de saúde.

Saiba mais sobre o Outubro Rosa. Uma campanha mundial realizada anualmente no mês de Outubro e iniciada nos Estados Unidos, que busca a conscientização das mulheres a respeito da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. 

A campanha é simbolizada pelo laço cor de rosa. A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi em 2002 em São Paulo, com a iluminação em rosa do Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, conhecido como Obelisco do Ibirapuera.

Durante o mês de Outubro, diversas instituições - tanto públicas quanto privadas - disponibilizam exames gratuitos ou com preço reduzido, a fim de encorajar as mulheres a realizar esses exames e tratar qualquer problema encontrado precocemente, visto que nos estágios iniciais, o câncer de mama é assintomático e responde muito melhor aos tratamentos. Fique atento as campanhas na sua região.

Homens também podem ter câncer de mama - Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo de tumor que pode acometer mulheres e homens, sendo um dos tipos mais comuns. As células das mamas perdem a capacidade de regulação e se multiplicam de maneira desordenada. Atualmente o Brasil, é o que possui maior incidência entre as mulheres. Apesar de rara, a doença também acomete homens, representando cerca de 1% do total de casos, segundo o Ministério da Saúde. 

Fatores de risco - O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença tais como: idade, fatores endócrinos, histórias de menarca precoce (idade da primeira menstruação antes dos 12 anos), menopausa tardia ( após os 55 anos), primeira gravidez após os 30 anos, uso de contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal pós menopausa, ingestão de bebidas alcoólicas, sobrepeso e obesidade na pós menopausa, exposição a radiação ionizante, tabagismo e mulheres que possuem casos de câncer de mama em parentes consanguíneos.

 Sintomas do câncer de mama, fique atento!

O sintoma mais comum do câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda e bem definidos.

Outros sinais de câncer de mama incluem:

-Edema cutâneo ( na pele), semelhante a casca de laranja,

-Retração cutânea,

-Dor,

-Inversão do Mamilo,

-Hiperemia (aumento quantidade de sangue circulando no local, ocasionado pela dilatação arterial),

-Descamação ou ulceração do mamilo,

-Secreção mamilar, especialmente quando é unilateral. A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.

Esses sinais e sintomas devem ser sempre investigados, porém podem estar relacionados à doenças benignas de mama.

Prevenção: A importância do Autoexame e da Mamografia

O câncer de mama é um tumor curável em até 90% dos casos, se detectando na fase inicial, reduzindo significativamente a necessidade de Mastectomia (retirada dos seios), tão temidas pelas mulheres.

Cerca de 80% dos tumores são descobertos pela própria mulher ao apalpar suas mamas. Uma das barreiras para a detecção precoce do câncer de mama é o medo. Muitas mulheres tem receio do exame de mamografia e demoram a procurar orientação médica para a realização do exame.

A orientação geral é começar a fazer o exame preventivo a partir dos 40 anos de idade com intervalo de 1 a 2 anos para mulheres sem histórico familiar de câncer de mama e, caso tenha histórico familiar deverá ser feito anualmente a partir dos 35 anos de idade. O autoexame é uma maneira importante de a mulher conhecer o próprio corpo e perceber possíveis alterações, mas muitas vezes, o tumor não consegue ser percebido apenas através do toque.

Especialmente na fase inicial - quando o nódulo tem tamanho muito reduzido e consequentemente, a chance de cura é maior - é imprescindível a realização da mamografia para detecção da doença. Por isso, a premissa básica é fazer acompanhamento regular com um especialista, que irá avaliar clinicamente a paciente e fazer as prescrições de acordo com o seu perfil e necessidades.

Outros fatores que podem prevenir o aparecimento do câncer de mama: manter o peso corporal adequado e alimentação saudável, praticar atividades físicas como caminhar, dançar, trocar o elevador por escadas, correr, ginástica e musculação, amamentar, não fumar e não consumir álcool ou evitar ao máximo a ingestão de bebidas alcoólicas.

Alerta!!

A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas, que significa conhecer o que é normal em seu corpo e quais alterações consideradas suspeitas de câncer de mama, é fundamental para a detecção precoce dessa doença.

Portanto, adotar hábitos saudáveis, fazer o autoexame, que é rápido e eficiente, e realizar os exames de rotina com frequência diminuem as chances de vir a desenvolver o câncer. Cuide e dê prioridade a você e sua saúde. A prevenção é o caminho para combater o câncer de mama.

Um beijo e até a próxima!


Prevenção ao Suicídio e Valorização da Vida 

Por Silvia Almeida

Olá amigos leitores, 

Neste mês, estamos acompanhando todas as mobilizações para a campanha Setembro Amarelo, e viemos falar da importância da conscientização da população sobre a realidade do suicídio, um assunto delicado e cheio de tabu em nossa sociedade, e mostrar que existe prevenção em mais de 90% dos casos, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Entendendo a Campanha Setembro Amarelo

A cor da campanha foi adotada por conta de uma trágica história de um jovem americano, Mike Emme, de apenas 17 anos. Em 1994, esse jovem tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike e a mensagem foi se espalhando mundo afora. No Brasil, a campanha foi iniciada em 2015.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública. Muitas pessoas, em algum momento da vida, já pensaram na possibilidade e tentaram algo contra si próprias. A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo e mata um Brasileiro a cada 45 minutos. Pelos números oficiais, são 32 Brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas de AIDS e da maioria dos tipos de câncer. 

Fatores de risco

Um dos maiores desafios da sociedade e dos profissionais de saúde é identificar as pessoas que estão em risco ou são vulneráveis ao ato. Por isso, listamos abaixo os principais fatores de risco ao ato suicida:

- Doenças Mentais : De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 50% dos suicidas tinham alguma doença mental e identificada, não tratada ou não tratada de maneira adequada. Pacientes com mais de um transtorno e identificado, têm os riscos aumentados. São fatores de risco: depressão, transtorno bipolar, transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e outras substâncias, transtornos de personalidade e esquizofrênia. 

Aspectos Psicológicos

Quando os fatores abaixo estiverem ligados ao consumo de substâncias químicas, o risco é extremamente alto. Além disso, pacientes que já tenham tentado suicídio tem entre cinco e seis vezes mais chances de atentar novamente contra a própria vida. Outros fatores como perdas recentes, baixa resiliência, personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável, história de abuso físico ou sexual na infância, desesperança, desespero e desamparo, conflitos de identidade sexual.

Aspectos Sociais 

As mortes por suicídio aconteceram três vezes mais entre os homens do que as mulheres. Porém as tentativas são três vezes mais frequentes entre as mulheres. A explicação estaria no fato de os homens serem mais reservados e fechados para falar sobre seus problemas pessoais , e consequentemente em buscar ajuda, resultado também da cultura na qual estão inseridos. Já as mulheres dispõe de mais facilidade de rede de contatos e grupos de apoio que as auxiliam nas questão emocionais e psicológicas, o que ameniza os riscos.

Pensamentos Suicidas

Pensamentos e sentimentos de baixa valia e baixa estima tem um efeito tão grande que são capazes de encorajar e motivar uma pessoa a cometer suicídio. A ideia do suicídio não "surge do nada": ela é fruto de uma série de pensamentos e sentimentos que assombram a pessoa há muito tempo, até que ela resolva fazer alguma coisa a respeito. Geralmente essas pessoas sofrem uma grande dor e não vem saída para ela. Em geral, quem pensa em suicídio não quer necessariamente morrer, mas fazer aquela dor sair, mas não sabe como.

A dor, portanto, precisa ter fim, de alguma forma. Assim como os outros sentimentos, como alegria, orgulho, amor, a dor precisa ser expressa, senão sufoca. O pensamento suicida surge quando a pessoa acredita que não há solução para seus problemas. Esse tipo de pensamento pode vir à mente em momentos de crise. A crise é identificada em meio a desorganização mental, estresse e sensação de incapacidade de solucionar os problemas da vida.

Sinais que indicam comportamento suicida. Fique atento!

Como falado anteriormente, o suicídio não tem uma só causa, mas é o resultado de uma gama de fatores biológicos, genéticos, psicológicos e socioculturais. Porém, existem alguns sinais no comportamento do indivíduo que podem ser identificados e necessitam atenção:

- Frases de Alarme: Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar atenção e não pretendem terminar com suas vidas. Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda. Algumas das frases mais comuns são " não aguento mais", "eu não sou bem vindo" " sou um peso e só dou trabalho para as pessoas", " eu não mereço ser feliz", " eu queria sumir", " eu quero morrer". Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste atenção.

- Mudanças inesperadas: Todo mundo passa por mudanças na vida, faz parte do pacote, mas algumas mudanças podem ser traumaticas quando não estamos preparados para elas. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro problema psíquico dificilmente terá condições de encarar uma mudança inesperada, como perder um emprego que considerava importante ou quando alguém tinha um hobby e abandona tudo ou ainda quando era super vaidoso e fica desinteressado.

- Depressão e drogas: As estatísticas alertam que, para cada suicídio, há entre 10 e 20 tentativas, ou seja, quem tentou suicídio está muito mais vulnerável. Uma tentativa de suicídio é o maior preditor de uma nova tentativa de suicídio. O segundo alerta é que quase 100% das pessoas que se suicidaram enfrentavam algum problema mental, a maioria depressão. Portanto, quem está sofrendo depressão ou outro transtorno, devem receber maior atenção. Para o deprimido o mundo deixa de ser colorido e passa a ser preto e branco. Ele tem baixa auto estima, desinteresse por todos e fica muito voltado a ele mesmo. Quando em depressão severa, a pessoa se isola dos outros e não vê motivos pra continuar viva é um alerta de urgência.

E se a pessoa consome álcool ou outras drogas, atenção redobrada pois o maior coeficiente de suícidio se dá por transtorno de humor associado ao uso de substâncias psicoativas. Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável prlo maior numero de mortes no mundo inteiro.

- Pode não ser só "aborrecencia": As taxas de suicídio dos jovens brasileiros aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos. Muitas vezes o comportamento errático, atribuído como tipico de adolescente pode ser um sinal de intenção de suicídio. Existe uma falsa idéia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. O adolescente apresenta outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém é isso vai ser entendido como fenômeno de adolescência normal, já que ele não consegue expressar seu sofrimento de uma maneira clara.

- Bom demais pra ser verdade: Existiram vários casos em que muitos pacientes deprimidos simulavam a melhora e se mataram. Isso é comum em diversos casos de suicídio, então se uma pessoa que normalmente é deprimida parecer subitamente alegre, é importante acompanhá-la para garantir que ela não tentará o suicídio.

O que você deve fazer?

O ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Um bom suporte familiar ajuda muito. Ao conversar procure não falar muito, nem julgar seu comportamento e suas ações. Procure ouvir mais, já que na maioria das vezes a pessoa só precisa ser ouvida. Se possível acompanhá-la a um profissional de saúde e peça orientação.

É essencial a procura de um profissional qualificado para falar de suas dores e emoções, por mais difícil que seja, falar é sempre a melhor solução. Traz um alívio sentir-se ouvido e acolhido, quebra-se os tabus e acontece o enfrentamento do problema.

Muitos acreditam que falar sobre o suicídio pode aumentar o risco, mas não é verdade. Falar conscientiza e previne. Guardar os problemas pra si aumenta o sofrimento e não é aconselhável nesse caso. Não sinta vergonha de buscar ajuda. Existem muitas pessoas que passaram ou passam pela mesma situação. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa, como armas, remédios, substâncias tóxicas e procurar estar sempre junto, para evitar o uso delas por um impulso.

Centro de Valorização a Vida - CVV

No Brasil é possível contar com o CVV. É uma associação sem fins lucrativos, filantrópica e que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção ao suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato, através do número 188.

Tivemos a oportunidade de falar abertamente sobre o suicídio e de transmitir informações importantes para os leitores. Precisamos realmente, estar abertos aos que estão à nossa volta, para assim ajudar a salvar mais vidas. Abordar a questão do suicídio de maneira responsável é um dever de todos. Esse é um mal que pode acometer qualquer pessoa, independente da idade, nível cultural ou situação financeira. Essas pessoas precisam saber que não estão sozinhas e que podem conseguir o apoio necessário. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, pelo contrário é um gesto lindo e nobre de amor e cuidado por si.

DIGA SIM A VIDA!!!

 Um beijo e até a próxima!


Você é responsável por sua felicidade, não a coloque nas mãos de ninguém!

Por Silvia Almeida

Olá amigos leitores,

Hoje vamos falar sobre um conceito muito subjetivo e de difícil definição: FELICIDADE. Afinal o que traz felicidade pra você pode não trazer pra mim, e/ou vice-versa.Pode ser descrita como uma sensação de bem-estar influenciada por diversos motivos. A felicidade pode ser constituída por várias emoções e sentimentos, motivados por alguma coisa em específico como um sonho que foi realizado ou um desejo atendido.

Existem também aquelas pessoas que são conhecidas sempre por estarem felizes e bem-humoradas não sendo necessário nenhum motivo específico para que elas estejam num estado de felicidade. Em alguns casos, pode estar relacionado a fatores genéticos.

E você se considera feliz? Está satisfeito com a vida que tem?

O conceito de felicidade passa por liberdade e responsabilidade... entenda!

Segundo Sigmund Freud, a maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois a liberdade envolve responsabilidade e a maioria das pessoas tem medo da responsabilidade. Na verdade, nós precisamos assumir a responsabilidade sobre nossa felicidade, precisamos criar uma vida que nos faça feliz por dentro, e não que pareça feliz por fora, mas na prática sempre buscamos desculpas ou culpados por nossa insatisfação. Depositamos no outro o motivo de nossos fracassos e frustrações. 

Quantas vezes você atribuiu aos outros a responsabilidade por sua felicidade?O grande alerta que fica é para não nos escondermos atrás de alguém ou de alguma situação para não assumirmos nossa vida. E na vida temos que ter a coragem de assumir a responsabilidade por nossas escolhas.Observe se frequentemente você pensa: se fulano fosse diferente, se tal coisa não tivesse acontecido, se fulano não me impedisse de realizar... Todos esses "e ses" acabam te colocando como vítima, e consequentemente como impotentes para assumir suas escolhas e agir.

O convite que faço é para sair dessa postura de "vítima" erguer a cabeça e assumir-se por inteiro, com seus medos, inseguranças, falhas, angústias, sonhos e motivações. Nossos limites estão onde os colocamos, sempre podemos ir um pouco além, para encontrarmos uma faceta que nem imaginávamos que existia.

Todo esse processo de ressignificacao de vida, muitas vezes, carregado de emoções desconhecidas e doloroso para o indivíduo, torna-se fundamental a prática de psicoterapia com um profissional qualificado, para promover o autoconhecimento e todas às mudanças necessárias.


Reflita sobre sua trajetória, veja as conquistas que alcançou e os resultados que tiveram ou ainda tem em sua vida. Será que os caminhos que escolheu são os caminhos que gostaria de ter percorrido? 

Certamente eles foram fundamentais para que você chegasse até aqui e pudesse olhar sua vida. Agora com coragem, olhe pra frente e saiba que existe um enorme potencial de escolha e ação dentro de você. 

Isso mesmo, a felicidade sempre esteve dentro de você, e acredite só você é responsável e tem compromisso total com ela. Um abraço e até a próxima!


O que é fofoca reversa?

Por Silvia Almeida

Vocês já pensaram no impacto que o mau uso das palavras pode causar na imagem e na vida das pessoas? Mesmo que essa pessoa tenha feito algo suspeito, estranho ou "errado" - sob nossa ótica, vale ressaltar - o que nos leva a disseminar tais informações, às vezes aumentando-as, ou mesmo julgá-las?

As discussões que envolvem o tema fofoca estão vinculadas a atitudes negativas do indivíduo, muitas vezes os "fofoqueiros" fazem afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia, mas também divulgam fatos verídicos de outras pessoas sem o consentimento das mesmas. Quebram a confiança!

E se ao invés de focarmos em algo negativo, focarmos no positivo?

O ato de praticar a fofoca reversa está vinculada à atitude de falar bem das pessoas e de suas qualidades. Buscar o lado bom, pois todos temos! 

Atitudes que auxiliam a combater a fofoca:

- Perceber-se primeiro: não cabe a nós julgar o outro, somos seres humanos, imperfeitos e cometemos falhas ao decorrer de nossas vidas.

- Praticar a empatia e tentar "se colocar no lugar do outro". Tentar compreender os motivos que o levaram a ter tal atitude.

- Não participar da fofoca, focar na própria vida, em suas metas e objetivos pessoais e não na vida do outro. Utilize seu tempo e energia com o que realmente é necessário.

- Tenha uma postura pessoal confiante e transparente. Viva sua vida de uma forma que as pessoas vão saber que os rumores não são verdadeiros.

Lembrando, que não é somente a imagem que quem sofre fofoca que fica prejudicada, também de quem as propaga! Como dizia Sigmund Freud o homem é dono do que fala e escravo do que fala, quando Pedro me fala de Paulo sei mais de Pedro do que de Paulo. Para reflexão...



Silvia Theodoro de Almeida é uma grande amiga, daquelas parceiras de vida da Editora do Novo Contexto, Adriana Filie, desde os tempos de colégio, ensino fundamental quando estudaram em São Paulo. 

Psicóloga com mais de 20 anos de formação. Atuou por 16 anos na área de Recursos Humanos nos processos de Recrutamento e Seleção e Coaching de Executivos. Atualmente, atende em consultório particular com especialidade no tratamento de Adolescentes e Adultos. 

Está vivendo uma fase nova morando na Argentina e conhecendo ainda mais da vida e das pessoas do qual ela é apaixonada e que nunca desiste de querer o bem!

Contatos: @silviaalmeidapsi