CNV para a vida

Comunicação Não-Violenta,para todo sempre!

Por Kelly Cristina Alves


Nesse primeiro artigo em que inauguramos a coluna sobre a Comunicação Não-Violenta trazemos as linhas gerais dessa abordagem que pode se tornar um aliado na construção de suas relações sejam elas pessoais ou corporativas.

Queremos mostrar para vocês que são leitores interessados os benefícios de colocar em prática a CNV e favorecer seu desenvolvimento.

"Por trás de todo comportamento existe uma necessidade". Marshall Rosenberg

Esse pensamento nos permite enxergar além do comportamento e assim, identificar o que de fato está gerando o conflito, caminhando para uma discussão mais saudável, sem ataques, julgamentos, rotulações que são barreiras para a conexão.

O que é a comunicação não violenta?

A comunicação não violenta (CNV) é uma abordagem de se relacionar de uma maneira mais autêntica e "desarmada". Isso significa que podemos iniciar conversas transformando nossas intenções iniciais para criarmos conexões com o outro, ou seja, "desligando" o modo de ataque ou defesa que aprendemos a utilizar ao longo da vida e permitindo que nossas vulnerabilidades sejam mostradas.

Como ela surgiu?

O termo comunicação não violenta, ou CNV, foi criado na década de 1960, pelo psicólogo americano Marshall Bertram Rosenberg (1934-2015), que sofreu bullying durante a infância. Toda sua vivência enquanto crescia em atmosferas violentas fez com que ele refletisse desde cedo sobre o que pode estimular alguém a ser violento e o que pode fazer a diferença nas relações interpessoais.

Além de elaborar a CNV, sistematizar e aplicar essa abordagem em várias situações de conflito que atuava, ele a disseminou em cerca de 60 países e foi o autor de vários livros com esse tema.

Como podemos começar a utilizar a CNV?

Colocar a CNV em prática pede um exercício constante de autoconhecimento, empatia, compaixão e coragem. Uma das melhores formas de começar é reconhecer os julgamentos para, então, separá-los da realidade e dos fatos.

Mas não confunda, Comunicação Não-Violenta não é sinônimo de passividade! Porém, vamos deixar esse assunto para uma próxima publicação...

Fiquem conosco. Muito obrigada. Saudações.



Kelly Cristina Alves


Comunicadora e Facilitadora CNV


Nossa nova colunista descobriu a CNV e se apaixonou por essa abordagem, principalmente, por ajudar no relacionamento com o filho Leo. 
E a partir daí, tem sido uma descoberta diária nessa fase importante que é a adolescência e dela mesma para com todos seus relacionamentos. 

Com a Comunicação Não-Violenta, Kelly acrescentou ao seu currículo como profissional de administração de empresas com pós e MBA em gestão de pessoas/coaching novas possibilidades para a comunicação nas empresas.

Assim, ela contará toda essa construção pessoal e de conhecimentos a cada texto desta página. Acompanhem!